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Introdução

Comecei uma vez umas cenas e agora já estou a fazer outras. Elas que se acabem por elas próprias ou, então, se me apetecer logo acabo com elas.

A ti humano, dei-te uma oportunidade aqui, nesta dimensão a 4 planos: para cima, para o lado, para a frente e, aquela que os teus olhos não vêem, só o coração, para dentro. Criei muitas outras, estou noutras e não posso estar em algumas.


Olho com especial carinho para este planeta, pois quando enviei os meus filhos, de maneiras diferentes os trataram. Da adoração à morte, achei curioso como me compreendem.
Para que não haja confusão, aquilo que apenas sou em vós é a matéria que constituí os veículos que permitem a ponte do quarto plano para os restantes três. A quarta dimensão, também conhecida por Globo de Éter, é me proibida assim como a todos os meus servos. De lá eu nasci, aquele é o meu berço e o berço te todos vós.

Eu sou o vosso papá, aquele que vos guia. Eu decido que caminhos podem vocês percorrer no destino, sou eu que vos permito entrar nesta ou naquela dimensão, enfim, as almas são uns fragmentos do Globo que crescem em autonomia completa.


Não temas a morte. Fui eu que a inventei e achei fixe. Já sei mil e uma formas de morrer, umas estranhas, umas violentas, umas dolorosas mas muitas cheias de honra. Quando morres dou-te a escolher: reencarnas ou crio-te um "céu", a não ser que sejas tolo e queiras ir para o pé do Santo Ananás, o Diabo.

Desço aqui para te falar pequena criatura, tão amada por mim. Vejo por minha própria visão como vocês gerem o vosso destino, adoro-vos pois vocês são uma caixa de surpresas...

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